Distrito de Bragança em 360º

  • Penhas Roias
  • Miranda do Douro
  • Sé Antiga

  • DEMOGRAFIA

    O distrito de Bragança é um distrito do nordeste de Portugal, pertencente à província tradicional de Trás-os-Montes e Alto Douro. Limita a norte e a leste com Espanha (províncias de Ourense, Zamora e Salamanca), a sul com o distrito da Guarda e com o distrito de Viseu e a oeste com o distrito de Vila Real.
    A sua área soma 6 608 km², sendo assim o quinto maior distrito português, habitado por uma população de 139 344 habitantes (2009). A sede do distrito é a cidade de Bragança.

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  • GEOGRAFIA E CLIMA

    O clima no Nordeste transmontano é caracterizado pelo povo como “nove meses de Inverno e três de Inferno”. Na região de Bragança, o Verão é normalmente quente e o Inverno é muito frio ocorrendo queda de neve e precipitação elevada. No entanto, por se localizar numa região mais baixa em relação ao resto do alto e montanhoso Nordeste, nesta região não ocorre tanta precipitação e o frio não se sentem tanto no Inverno, o que dá origem a nevoeiros e a um período mais longo de vegetação em relação ao resto da região. Os solos não são muito férteis para a agricultura, predominando as florestas de Carvalhos por ser muito resistente ao frio e à geada. É ainda comum ver na paisagem transmontana as azinheiras, sobreiros, pinheiros-silvestres e nogueiras. Na parte norte do concelho de Bragança situa-se a Serra do Montesinho e Coroa que juntos desde 1979 deram lugar a uma paisagem protegida e um dos Parques Naturais maiores do território Português - o Parque Natural do Montesinho com os seus 75 000 há, é residência de 9 000 pessoas, distribuídos por 92 aldeias e muitas espécies protegidas da fauna e flora ibérica. De salientar o lobo ibérico, águia-real, cegonha branca, veado, javali e gato bravo. Na serra do Barroso é também de salientar a raça bovina Barrosã – vacas de cor alaranjada com característicos cornos grandes e afastados. Esta carne de elevada qualidade é um produto com Denominação de Origem Protegida.

  • MIRANDÊS

    O mirandês é a segunda lingua reconhecida oficialmente em Portugal. Goza de plena oficilidade em Miranda do Douro, área à qual está circunscrita de 1999. Linguisticamente pertence ao grupo de línguas asturleonesas, e é falado por cerca de 15.000 pessoas nos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso.

  • CULTURA E TRADIÇÃO

    Um pouco por todo o nordeste transmontano persistem velhas usanças que nos trazem à memória antigos rituais pagãos onde o religioso e o profano se confundem em práticas mágicas que se destinam a participar na acção criadora dos deuses. Desde os começos de Novembro, altura em que têm lugar as cerimónias de culto aos mortos que se destinam a solicitar aos mesmos para que intercedam no renascimento dos vegetais e da própria natureza até à expulsão dos demónios do inverno que ocorre invariavelmente por ocasião da Páscoa, ocasião em que se efectua a serração da velha ou, consoante as variantes locais, as pulhas ou a queima do Judas que inclui a leitura do respectivo testamento e que constitui uma versão mais cristianizada daquela, sucedem-se numerosos ritos que passam nomeadamente pelo entrudo, agora mais vulgarizado com a designação de carnaval. Uma das preciosidades do folclore transmontano consiste precisamente nas máscaras diabólicas com que os rapazes das aldeias afugentam o demónio e lhes é permitida toda a licenciosidade que vai desde meterem-se com as raparigas solteiras a "assaltarem" as casas para surripiarem alguns chouriços que se encontrem no fumeiro. Por volta do Natal ocorre nas aldeias dos concelhos de Bragança, Vinhais e Mirandela os cultos em honra a Santo Estevão, os quais culminam com uma refeição comunitária que se realiza ao ar livre. Em certas aldeias, o grupo de rapazes assiste à missa de Natal e, um pouco antes de terminar, retira-se da igreja para afivelar as máscaras e envergar os respectivos trajes. Depois, reúnem-se em pontos estratégicos para após a missa conduzir as pessoas para o adro da aldeia onde, num palco improvisado dar lugar às "loas" ou "colóquio" que consiste no relato, em tom sarcástico, dos acontecimentos que tiveram lugar na aldeia ao longo do ano. Em geral, as máscaras transmontanas podem ser feitas de madeira ou de lata, envergando os mascarados um traje burlesco que nos faz lembrar os costumes carnavalescos de outrora em Portugal que, como se sabe, difere do que se realiza no Brasil em virtude das condições climáticas mas também devido às influências aqui das culturas africanas e indígenas. Não obstante, as extraordinárias semelhanças entre as máscaras africanas e transmontanas confirmam-nos uma vez mais que todos os povos possuem uma matriz cultural que lhes é comum, pese embora a sua diversidade das suas manifestações. Pelo seu extraordinário colorido, salientamos as máscaras que se utilizam no concelho de Macedo de Cavaleiros, mais propriamente na aldeia de Podence, as quais são vulgarmente designadas por "carêtos". Nestas paragens das serranias de Bornes erguem-se monumentos dignos de visita como os santuários de Santo António e de Nossa senhora de Bálsamo na Mão ou Senhora de Balsemão, e ainda a formosa Ermida de Nossa Senhora do Campo.



Mapa distrital com a localização geografica das panoramicas 360º