Distrito de Bragança em 360º

  • Penhas Roias
  • Miranda do Douro
  • Sé Antiga

  • DEMOGRAFIA

    O distrito de Bragança é um distrito do nordeste de Portugal, pertencente à província tradicional de Trás-os-Montes e Alto Douro. Limita a norte e a leste com Espanha (províncias de Ourense, Zamora e Salamanca), a sul com o distrito da Guarda e com o distrito de Viseu e a oeste com o distrito de Vila Real.
    A sua área soma 6 608 km², sendo assim o quinto maior distrito português, habitado por uma população de 139 344 habitantes (2009). A sede do distrito é a cidade de Bragança.

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  • GEOGRAFIA

    O distrito é composto por duas regiões distintas. Mais a norte, as regiões de maior altitude constituem a Terra Fria Transmontana, onde a paisagem é dominada pelos baixos declives do planalto trasmontano; a sul, fica a Terra Quente Trasmontana, de clima mais suave, marcada pelo vale do rio Douro e pelos vales dos seus afluentes. Em nível geral o distrito de Bragança é um distrito bastante montanhoso dominado por serras, montes e planaltos.
    É, aliás, o Douro que constitui a característica geográfica mais importante, visto que serve de limite ao distrito ao longo de toda a sua fronteira sul, e da maior parte da fronteira oriental, até à extremidade nordeste do território português. É no vale do Douro que se situam os terrenos de menor altitude do distrito, que se situam quase todos acima dos 400 metros, com exceção dos vales dos rios principais e da região de Mirandela.
    Além do Douro, os principais rios do distrito correm de norte para sul ou de nordeste para sudoeste, e fazem todos parte da bacia hidrográfica do Douro. Os principais são o rio Tua, que nasce em Mirandela da junção dos rios Tuela e Rabaçal e banha a zona ocidental do distrito, e o rio Sabor, que também nasce em Espanha, mas que corre através da zona oriental do distrito. Ambos têm uma rede de afluentes significativa, sendo que o Tuela recebe as águas do rio Baceiro, o Rabaçal as do rio Mente, e o Sabor as do Rio Azibo.
    Entre os vales dos rios, erguem-se serras. A serra da Nogueira separa os vales do Tuela e do Sabor, erquendo-se até aos 1 320 m. Mais a sul, fica a serra de Bornes, nos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé que separa o Tua do Sabor, subindo até aos 1 199 m. A leste, a serra do Mogadouro é pouco mais que uma série de colinas que separam o Sabor do Douro, mas mesmo assim chega aos 997 m. A norte, junto à fronteira espanhola, erguem-se as serras maiores: a serra da Coroa que sobe até aos 1 274 m de altitude a norte de Vinhais, e a serra de Montesinho que se prolonga por território espanhol, que utltrapassa os 1 400 m de altitude.
    A maior parte das barragens do distrito situa-se no Douro. São elas, de jusante para montante, a barragem da Valeira, a barragem do Pocinho, a barragem de Saucelle (já no Douro Internacional), a barragem de Aldeiadávila, a barragem da Bemposta, a barragem do Picote e a barragem de Miranda do Douro. Nos afluentes do Douro, existem as barragens do Azibo, Nuzedo de Baixo e de Rebordelo, estas duas bem próximas uma da outra, no extremo sul do concelho de Vinhais.

  • MIRANDÊS

    O mirandês é a segunda lingua reconhecida oficialmente em Portugal. Goza de plena oficilidade em Miranda do Douro, área à qual está circunscrita de 1999. Linguisticamente pertence ao grupo de línguas asturleonesas, e é falado por cerca de 15.000 pessoas nos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso.

  • CULTURA E TRADIÇÃO

    Um pouco por todo o nordeste transmontano persistem velhas usanças que nos trazem à memória antigos rituais pagãos onde o religioso e o profano se confundem em práticas mágicas que se destinam a participar na acção criadora dos deuses. Desde os começos de Novembro, altura em que têm lugar as cerimónias de culto aos mortos que se destinam a solicitar aos mesmos para que intercedam no renascimento dos vegetais e da própria natureza até à expulsão dos demónios do inverno que ocorre invariavelmente por ocasião da Páscoa, ocasião em que se efectua a serração da velha ou, consoante as variantes locais, as pulhas ou a queima do Judas que inclui a leitura do respectivo testamento e que constitui uma versão mais cristianizada daquela, sucedem-se numerosos ritos que passam nomeadamente pelo entrudo, agora mais vulgarizado com a designação de carnaval. Uma das preciosidades do folclore transmontano consiste precisamente nas máscaras diabólicas com que os rapazes das aldeias afugentam o demónio e lhes é permitida toda a licenciosidade que vai desde meterem-se com as raparigas solteiras a "assaltarem" as casas para surripiarem alguns chouriços que se encontrem no fumeiro. Por volta do Natal ocorre nas aldeias dos concelhos de Bragança, Vinhais e Mirandela os cultos em honra a Santo Estevão, os quais culminam com uma refeição comunitária que se realiza ao ar livre. Em certas aldeias, o grupo de rapazes assiste à missa de Natal e, um pouco antes de terminar, retira-se da igreja para afivelar as máscaras e envergar os respectivos trajes. Depois, reúnem-se em pontos estratégicos para após a missa conduzir as pessoas para o adro da aldeia onde, num palco improvisado dar lugar às "loas" ou "colóquio" que consiste no relato, em tom sarcástico, dos acontecimentos que tiveram lugar na aldeia ao longo do ano. Em geral, as máscaras transmontanas podem ser feitas de madeira ou de lata, envergando os mascarados um traje burlesco que nos faz lembrar os costumes carnavalescos de outrora em Portugal que, como se sabe, difere do que se realiza no Brasil em virtude das condições climáticas mas também devido às influências aqui das culturas africanas e indígenas. Não obstante, as extraordinárias semelhanças entre as máscaras africanas e transmontanas confirmam-nos uma vez mais que todos os povos possuem uma matriz cultural que lhes é comum, pese embora a sua diversidade das suas manifestações. Pelo seu extraordinário colorido, salientamos as máscaras que se utilizam no concelho de Macedo de Cavaleiros, mais propriamente na aldeia de Podence, as quais são vulgarmente designadas por "carêtos". Nestas paragens das serranias de Bornes erguem-se monumentos dignos de visita como os santuários de Santo António e de Nossa senhora de Bálsamo na Mão ou Senhora de Balsemão, e ainda a formosa Ermida de Nossa Senhora do Campo.



Mapa distrital com a localização geografica das panoramicas 360º