BRAGANÇA 14 Locais fantásticos para visitar em Bragança


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Visitar Bragança :

Sé velha
Igreja de S.Vicente
Cidadela
Museu Militar
Igreja de Santa Maria
Igreja da Misericórdia
Domus Municipalis
Mosteiro de Castro de Avelãs
Museu Ibérico da Máscara e do Traje
Museu do Abade de Baçal
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Zona ribeirinha Além Rio

Localização, População e Economia

A cidade de Bragança, sede de conselho e capital de distrito, situa-se no Nordeste do país. O distrito faz fronteira a norte e a este com Espanha, a sul com o Douro e a oeste com o Tâmega, o Ave e Cavado. Pertence à região da Terra Fria, integrando-se na Nut III, do Alto Trás-os-Montes. A superfície do Distrito ocupa 6 599 Km2, representando 7,4 % do país. Em 2001 residiam 34 782 habitantes no concelho de Bragança e a tendência é haver um decréscimo da população uma vez que existe uma tendência para a migração. Apesar disto a cidade de Bragança possui infra estruturas, serviços e meios capazes de gerar um bom desenvolvimento e que fixam a maioria da população do concelho. Apesar da existência de uma pirâmide etária envelhecida, a maioria dos jovens e população activa habita naturalmente na cidade. Cerca de 60% da população trabalha em serviços e 16% em pequenas Indústrias ligadas ao ramo madeireiro, alimentar, construção civil, e ainda o ramo automóvel, revelando naturalmente um défice no crescimento da economia, uma vez que existe pouco aproveitamento e investimento nos sectores primário e secundário.

Acontecimentos Históricos

A cidade possui dois pontos de origem bem distintos. Um, na freguesia da Sé, denominado por “cidade” onde terá existido uma praça militar romana. E outro, onde hoje se encontra a muralha e o Castelo, denominado por “cidadela”. Estes dois distintos pontos são ligados pela rua de frente e a rua Direita.
Onde hoje existe a Sé, terá provavelmente existido no período Neolítico, uma comunidade que deu lugar posteriormente na época de ocupação romana a uma importante praça militar. Nessa época de ocupação Romana, a região pertencia à Gallaecia e era administrada por Asturica (Astorga). Por se encontrar na via militar que ligava Bracara a Asturica, este local dá lugar a uma importante praça militar do Império de Júlio César, passando a ser denominada por Juliobriga. Após a queda do império, os germanos ocupam a zona e chamam-lhe Bregancia. As invasões Muçulmanas e lutas com cristãos destroem fortemente a povoação. Na época da reconquista, D. Afonso Henriques nomeia o seu cunhado Fernão Mendes governador, e este funda uma nova povoação, a poucos metros da antiga, no alto de um outeiro, chamando-lhe Benquerença. O novo Burgo é edificado usando destroços da antiga povoação. A falta de descendência por parte de Fernão Mendes e a esposa D.Sancha leva a posse da propriedade para o rei D. Sancho I, que trata de povoar a vila que então terá sofrido nova invasão e destruição. D. Sancho manda cercar a vila com uma muralha, recuperar casas e moradores e muda o nome de Benquerença para Bragança. O crescimento foi tal que um século mais tarde, já em 1293, D. Dinis manda dar continuidade à muralha. No reinado de D. Fernando é edificada nova cintura de muralhas em volta do Burgo que serão posteriormente restauradas e ampliadas por D. João I.
O segundo núcleo denominado por “cidade” situa-se portanto fora da muralha, na freguesia da Sé. O seu crescimento e desenvolvimento deu-se entre o séc. XV e XVII. Em finais do séc. XV, Bragança tem grande expansão habitacional e surto demográfico ficando-se também muito a dever o facto de muitos Judeus expulsos pelos Reis de Espanha, se viessem a fixar na cidade e muito contribuíssem para a expansão industrial e comercial. Dedicavam-se aos curtumes, tinturarias, sapatos e principalmente importa salientar a Industria da seda que era produzida para todo o reino. A malha urbana vai naturalmente desenvolver-se fora da muralha por uma questão de espaço e exigência da dinâmica comercial e crescente população. Neste contexto de desenvolvimento e expansão, são construídas e mais tarde remodelados, conventos, igrejas e casas. Assim surgiu o antigo paço episcopal construído no séc. XV, a Sé Catedral construída no séc. XVI (antiga Igreja dos Jesuítas) e a igreja conventual de S.Bento de 1590. No séc. XVIII a sede do bispado é transferida de Miranda do Douro para Bragança. É nesta época que se faz sentir ainda mais a estratificação social e económica, quando a Aristocracia decide construir casas de dois andares com muito mais espaço agora, dando origem a Solares, como é o caso do Solar Seiscentista dos Pimentéis, e dos Solares oitocentistas dos Vargas e dos Calainhos.



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Cidade Medieval e seu Castelo - O facto de Bragança se ter mantido longe dos circuitos eruditos da arquitectura permitiu que a construção dos seus monumentos aos estilos arquitectónicos do Românico e Gótico se desenvolvessem lenta e tardiamente. No entanto esta cidadela medieval é das mais belas e bem preservadas de Portugal.
A muralha do Castelo como a encontramos hoje, sofreu grandes alterações no reinado de D. João I. A construção da torre de menagem que data de inícios do séc. XV, é de base quadrangular e com 30 metros de altura. Nas fachadas da majestosa torre, sobressaem lindas janelas góticas e 4 mirantes. Esta torre deu asas a lendas e levou a que lhe chamassem a torre da princesa. Actualmente funciona no interior da torre de Menagem, um museu militar, sendo possível encontrar uma exposição de armamento e sua evolução desde séc. XVI até ao séc. XX.

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Domus - Este edifício de planta octogonal é considerado um raro exemplar da arquitectura românica civil. Embora muito se tenha escrito sobre a sua finalidade, não existe um consenso entre os estudiosos. O piso subterrâneo do edifício com abóbada em berço servira de cisterna de água e o piso térreo é uma galeria com varias aberturas de janelas arqueadas. A condução da água para a cisterna faz-se primeiramente pelas cornijas que aparam a água do exterior e as conduzem pelos canais abertos nas paredes até ao andar subterrâneo. Dentro e fora do edifício existem modilhões decorados com motivos geométricos, zoomórficos e antropomórficos. Existe ainda uma bancada a toda a volta que levanta várias hipóteses quanto à funcionalidade desta galeria. Uns autores salientam o facto de esta existir para que as mulheres poisassem aí os cântaros para buscar a água, outros autores dizem ter sido um lugar onde se realizavam reuniões plenárias uma vez ser normal se fazerem conselhos durante a idade média e regularmente junto das Igrejas, como é neste caso, que tem ligação à própria Igreja

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Igreja de Santa Maria - Embora seja esta a Igreja mais antiga da cidade, da sua fundação românica já nada podemos observar. As grandes alterações feitas no séc. XVI deram lugar à actual capela-mor e a estrutura de 3 naves. No séc. XVIII elaborou-se grande parte da decoração e a fachada da Igreja. Para além da talha dourada dos altares importa salientar a escultura do altar-mor da Santa Maria Madalena executada no séc. XVII pelo Mestre Gregório Fernandez da Escola de Valhadolid e a pintura sobre a abóbada de madeira, representando ao centro N.ª Senhora em Ascensão.

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Igreja de Santa Maria - Arquitectura religiosa, maneirista e neoclássica. Igreja paroquial de planta longitudinal composta, de três naves e três tramos, capela-mor mais alta, capela adossada ao lado N., sacristia no lado oposto e torre sineira. Fachada principal a meia-empena, integrando a torre sineira, com vãos centrais rasgados em eixo composto por porta e janela rectilíneos envolvidos por intensa decoração.

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Largo de D.Fernão - Cidadela

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Muralha da Cidadela - Porta de Santo Antonio.
O sistema fortificado, construído no século XIII, foi profundamente remodelado no início do século XV, adaptado e ampliado nos séculos XVII e XVIII e reconstruído, em parte, no segundo quartel do século XX. Embora esteja incompleto e várias obras acessórias tenham desaparecido, é apesar de tudo um dos mais importantes conjuntos de arquitectura militar medieval existentes em Portugal. No seu conjunto, apresenta uma planta adaptada ao terreno. A muralha integra várias portas, envolve a zona antiga da povoação, com cerca de 660 metros e uma área de 3 hectares. O espaço interior da cerca da vila é dividido em quatro áreas. Dois eixos no sentido nascente poente ligam a Porta de Sto. António com a porta do Sol. É a rua da cidadela. Ao centro fica a Igreja de Sta. Maria e a Domus Municipalis. A presença da Igreja no centro do espaço fortificado ressalta-lhe a importância.

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Igreja de S.Vicente - Nos meados do séc. XIII já é referida a freguesia de S. Vicente. Pelas características da cabeceira, tem-se enquadrado o primitivo templo no estilo românico. Parece tratar-se do desejo, muitas vezes manifestado, de avelhentar as origens (quer do património, quer das instituições) num exercício de nobilitação e de dignificação. Os mesmos traços arquitetónicos (presentes também, por exemplo, em S. Francisco) levam, contudo, outros autores a incluí-lo no conjunto de obras góticas. Remodelações e ampliações posteriores - séculos XVI, XVII e XVIII - justificam-se pelo estado de degradação a que chegou a Igreja, pela sua localização numa praça multifuncional (utilizada, até, para correr touros) e por nela ter sede a confraria do Santo Cristo (a mais importante da cidade). Destaque-se, no exterior, o portal maneirista e, no interior, a capela do Santo Cristo (seiscentista) que mostra o recurso a soluções arcaizantes (lançamento de cobertura ogival). No período barroco a talha dourada (primeira metade do século XVIII) invade a capela-mor (arco triunfal, altar, teto), numa manifestação artística que visava fazer do templo uma “Domus Aurea”.

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Sé antiga - A construção original do séc. XVI destinava-se a um convento de freiras Claras mas acaba por passar para a Companhia de Jesus. Os Jesuítas fazem grandes alterações na Igreja que hoje podemos observar com traça maioritariamente Maneirista e Barroca. A grande evidência das alterações ocorreu depois da sede do episcopado se transferir definitivamente para Bragança em 1764. Do edifício é de salientar o altar-mor em talha dourada em barroco Joanino e a sacristia que possui um tecto em painéis de madeira pintados a óleo representado a vida de Santo Inácio.

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Largo do Pelourinho - O Pelourinho é bastante singular uma vez que é constituído por dois elementos bem distintos da história da cidade. O fuste e capitel medieval em forma de cruz é decorado em baixo-relevo com figuras zoomórficas e assenta numa base muito curiosa: uma escultura de uma porca da época da ocupação pré-histórica nesta região. Esta junção terá ocorrido na altura que o pelourinho foi mudado do seu provável local original, junto ao Domus para o local onde se encontra actualmente. É fascinante poder olhar para este pelourinho e ver as origens de Bragança na fundação cristã medieval espetada no dorso pré-histórico pagão.

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Castro de Avelãs - Apenas a 5km do centro de Bragança, encontra-se o antigo Mosteiro Beneditino de Castro de Avelãs. Foi o mais importante centro monástico do noroeste transmontano da época mantendo ligações com Leão. Em 1050 após o Concilio de Coyança, é convertido em Mosteiro de S.Salvador, seguindo a regra de S.Bento. No século XIII é demolida a igreja original, e fica apenas a abside romanica. O mosteiro terá sido construído no lugar onde existira um castro pré-histórico do povo Astur (também chamado de Zoelae) que tinha aí a capital na época. Hoje resta do antigo mosteiro apenas a cabeceira da Igreja, constituída pela abside e dois absidíolos. Construído em tijolo (influencia mudejar), este mosteiro é um exemplo da arquitectura do barro, sendo excepção num contexto do estilo Românico Peninsular onde vigora o granito.
A torre gótica, existente seria a portal de entrada da antiga igreja do Mosteiro. O recurso ao tijolo como material de construção, verificou-se nos cubelos do Castelo de Bragança, e na vizinha Igreja de Santa Maria e, que a inclui no românico mudéjar, comparável com alguns templos do N. de Espanha e, de Itália, tendo determinado toda a arquitectura bragançana dos sécs. 13 e 14.

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Além do Rio - Além Rio, é a parte baixa da cidade envolvendo o Rio Fervença entre a Capela da Senhora da Piedade, e a parte elevada da Cidadela, e caracteriza-se por um casario de formas quase organicas, rodeado de ruelas, pontes e escadas que sobem para a parte o centro histórico.

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Ponte de Além do Rio - Na margem oposta a Bragança fica um grupo de casas de arquitectura tradicional urbana , onde uma delas tem um jardim curioso, onde podemos apreciar um conjunto de miniaturas de alguns monumentos internacionais, e nacionais, principalmente no distrito de Bragança

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Rua das Escadinhas - Além Rio, uma das ruas que liga a parte alta à zona baixa ribeirinha

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Rio Fervença - Ponte pedonal na Zona ribeirinha de Bragança que liga a Capela da Senhora da Piedade na margem sul à zona da Sé antiga

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