MIRANDA DO DOURO Panoramicas 360º

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O nucleo urbano de Miranda do Douro fica implantado sobre crista quartzítica, na margem direita do Douro internacional, que separa as províncias de Trás-os-Montes e Castela e Leão. A paisagem é marcada pelo contraste entre o rio e as suas vertentes agrestes e escarpadas, constituídas por paredes abruptas de xisto que se debruçam a pique sobre o Douro.
O povoado que originou a atual Miranda do Douro provavelmente já existia quando da Invasão romana da Península Ibérica. Acredita-se que tenha sido ocupado sucessivamente por Suevos, Visigodos atè à conquista pelos Muçulmanos, já em fins do século VIII ou início do IX.

Capa de Honra Mirandesa

A Capa de Honra é um ícone da identidade mirandesa, sendo feita de pura lã de ovelha (burel). Requer um trabalho minucioso por parte de quem a confecciona, devido à sua complexidade. Segundo os artesãos que ainda a fabricam, o seu preço pode ir além dos 600 euros.
Actualmente, é apenas utilizada em cerimónias protocolares ou actos de importância relevante.
A capa de honras mirandesa tem origem na região espanhola de Leão. A sua origem remontará aos séculos IX ou X, portanto medieval, tendo origem na ‘capa de chiba’, que traduzido do espanhol para português quer dizer ‘capa de cabra’

CASTELO E MURALHA

Castelo de fronteira ligado aos vizinhos de Algoso, Penas Róias e Mogadouro, assim como ao, mais distante, de Bragança, constituíam, no conjunto, o chamado núcleo duro do Nordeste transmontano.

À época da Reconquista cristã da península Ibérica, as tropas do rei Afonso I das Astúrias alcançaram, já em 857, o curso do rio Douro e a linha Salamanca-Segóvia.
No ano de 1093 os limites orientais da Galiza incluíam o troço mirandino do rio Douro, o mesmo sucedendo quando dela se desmembrou o condado portucalense, sucessivamente governada pelo conde D. Henrique, por sua viúva, a condessa D. Teresa, e pelo filho de ambos, D. Afonso Henriques.

Nesse período a povoação já era defendida por um castelo, arruinado pelas lutas da Reconquista. Desse modo, foi objeto da atenção do primeiro soberano português quando este, entre as campanhas da Galiza, interrompidas em 1135 e recomeçadas em 1137, aproveitou esse breve período de paz para restaurar castelos, mosteiros e igrejas em lugares estratégicos como Miranda do Douro. Visando incrementar o seu povoamento e defesa, a povoação recebeu aforamento em 1136, vindo a se constituir em local de couto e homízio. Desse modo, a povoação foi crescendo em torno do castelo, vindo a receber cerca ou ainda no final do reinado deste soberano, ou no de seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211). Nas lutas travadas por D. Sancho I e seu filho e sucessor, D. Afonso II (1211-1223), com Afonso IX de Leão, aquele no último ano do século XII e este nos fins do primeiro quartel do século XIII, as terras de Miranda foram assoladas pelos leoneses, que só devolveram o castelo em 1213. O foral da vila veio a ser confirmado em Coimbra, em 1217.

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