BARRAGEM DE MIRANDA DO DOURO 1950-1960

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EDIFICIOS DE COMANDO E DESCARGA O MODERNO ESCONDIDO

Construida entre 1950-1960 esta barragem em conjunto com a de Picote, distinguem-se pela o esmero das soluções arquitectonicas de qualidade, em que absolutamente tudo, desde a urbanização, moradias, igreja, escola, pousada, tanques e equipamento, os edificios de comando e de descarga até aos paineis de control e mobilia etc., tudo, foi desenhado de raíz pelos arquitectos modernistas da época, seguindo os padrões estéticos mais modernos, sob a influencia da construção da nova capital de Brasília.

O terreno no local de obras, é composto fundamentalmente de rochas de tipo xisto e granito. Dada a forma do vale, a solução adoptada para a barragem foi uma solução do tipo de contraforte. Basicamente o aproveitamento compõe-se de uma barragem, central subterrânea, edificio de comando e de descarga e parque de linhas.
Criar condiçōes de conforto para superar as dificuldades do ambiente de trabalho fechado, rumoroso e integralmente enterrado, constituiu para os arquitectos, a maior problemática do projecto das centrais subterrâneas. A de Miranda, em caverna, com 80m de comprimento, 19.6m de largura e 42.7m de altura, é particularmente interessante pela modalidade de tratamento do tecto, das paredes e da forma como os pilares se articulam na sua função de suporte da ponte rolante. O edificio de Comando, de Descarga e Parque de Linhas, localizam-se na margem direita, numa plataforma artifical, coroando um esporão de rocha que dá a forma curva apertada do rio. Concebidos segundo um esquema volumétrico articulado em dois corpos de controlada geometria, articulam-se entre si através de um jogo de transparencias que permite a localização imediata dos acessos e a projecção visual para o exterior do edificio. O acesso à central subterrânea faz-se através de um poço de 9m de diametro e 63m de profundidade.
Encontra-se em exploração desde 1960.


ENGENHARIA BARRAGEM


Utilizando um desnível de 57 m existente entre a origem do troço internacional do Douro e a retenção do Aproveitamento Hidroeléctrico de Picote, a Central de Miranda possui uma potência total de 363 MW e produz em média cerca de 1.103 GWh/ano.
A Barragem de Miranda cria uma pequena albufeira ao longo de uma extensão de 14 km, com uma capacidade máxima ao nível máximo normal de exploração, cota 528,05 m, de 28.100.000 m³, dos quais apenas cerca de 6.400.000 m³ são turbináveis em exploração normal. Basicamente o aproveitamento compõe-se de uma barragem, munida na sua parte central de um Descarregador de Cheias, Central Subterrânea, Edifício de Comando e de Descarga e Subestação localizados na margem direita. A Barragem, com uma altura máxima de 80 m acima das fundações, é do tipo contrafortes e está equipada, na sua parte central, com 4 vãos descarregadores providos de comportas segmento, os quais no seu conjunto permitem descarregar um máximo de 11.000 m³/s.
Na concepção inicial deste aproveitamento existia, na margem direita junto à barragem, uma Descarga Auxiliar de Superfície, actualmente desactivada, dado que a galeria que utilizava está actualmente integrada no Circuito Hidráulico do Grupo 4.
A barragem dispõe ainda de duas Descargas de Fundo constituídas, cada uma, por uma conduta metálica de 2,5 m de diâmetro que atravessa o corpo da barragem e por duas comportas comportas planas em série.
A Central de Miranda, em caverna, tem 80 m de comprimento, 19,6 m de largura e 42,7 m de altura máxima de escavação e é totalmente revestida a betão. Está equipada com 3 Grupos Geradores, constituídos cada um por uma turbina Francis de eixo vertical e de 58.400 kW, acoplada a um alternadortrifásico de 60.000 kVA e com um grupo gerador constituído por uma turbina Francis de eixo vertical e de 183.000 kW, acoplada a um alternador trifásico de 210.000 kVA.
Na margem direita, junto ao coroamento da barragem (com 263,00 m) localizam-se o Edifício de Comando, no qual está centralizada toda a manobra do equipamento electro e hidromecânico e o Edifício de Descarga, que comunica com a central através de um poço de acesso de 9 m de diâmetro útil e cerca de 63 m de altura.
A Subestação de Transformação está estabelecida numa plataforma à cota 535,00 m, adjacente ao Edifício de Descarga possuindo 3 blocos de 3 Transformadores monofásicos, 15/246 kV, 3x22 MVA, e um Transformador trifásico de 210 MVA (Grupo 4) que alimentam um barramento único de 220


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