TORRE DE MONCORVO Panoramicas 360º


VISITA VIRTUAL 360º


As origens do concelho de Torre de Moncorvo remontam à Idade Média. Inicialmente em Sta Cruz da Vilariça. O foral da Vilariça ficou a dever-se a D. Sancho II, que o outorgou, em 6 de Junho de 1225, dando origem ao concelho de Santa Cruz da Vilariça, cuja sede aí permaneceu até que D. Dinis a transferiu para Moncorvo, por carta de foral, outorgada, em Lisboa, em 12 de Abril de 1285, e a vila foi dotada com muralhas e um castelo. A riqueza agrícola do vale da Vilariça potencia um período de prosperidade económica durante os séculos XV a XVII. A expansão da cultura do linho cânhamo, da vinha, azeite, seda, lã, amêndoa e cereais, a exploração do ferro, o dinamismo comercial da sua importante feira, aliados à sua posição geográfica, que fazia de Moncorvo um importante nó de comunicações entre Trás-os-Montes e a Beira, constituem os factores mais importantes do seu crescimento demográfico.
Na sequência da nova divisão administrativa do Reino, no século XVI,Torre de Moncorvo, passa a sede de uma das quatro comarcas de Trás-os-Montes então constituídas, abrangendo um extenso território e a sede de provedoria. E sob o ponto de vista eclesiástico, constituía uma das cinco comarcas em que o vastíssimo arcebispado de Braga se dividia.
A produção do linho cânhamo faz surgir, em finais do século XVI, os armazéns reais de cordoaria. Derivada da grande produção de azeite, instala-se uma fábrica de sabão. Esta prosperidade económica explica a renovação urbanística de Moncorvo no século XVI, marcada pela construção da sua majestosa igreja.
O papel negativo da Inquisição entre os séculos XVI e XVIII no tecido comercial progressista de Trás-os-Montes e a Guerra da Restauração 1640-1668, com invasões, cercos e saques de localidades vão fazer entrar em decadência todo Trás-os-Montes. Os conflitos ocorridos com a Espanha, entre 1640-1763, contribuíram poderosamente para um acentuado processo de despovoamento e mesmo de desertificação do Nordeste Trasmontano, incluindo Moncorvo.
A comarca de Moncorvo, da Coroa, não era, quer demográfica, quer econo- micamente, a mais populosa ou a mais próspera de Trás-os-Montes, uma vez que tanto a comarca de Bragança como a comarca de Vila Real a superavam nos pla- nos referidos. Mas, sendo a mais extensa e a de maior continuidade territorial, gozava de um lugar central na província, atravessando-a de norte a sul, desde a fronteira com a Galiza até ao rio Douro, e detinha uma das portas mais importan- tes de Trás-os-Montes, a estrada da Beira que, pelo Pocinho – onde servia a barca de maior rendimento do rio Douro – e Moncorvo, ligava a Bragança e a Miranda.



My Image
My Image